Asma e bronquite são problemas respiratórios com sintomas muito semelhantes e, por isso, geram confusão entre os pacientes. Mas é muito importante ter um diagnóstico correto para tratar cada uma de maneira adequada.

Primeiro, é preciso lembrar que existem dois tipos de bronquite: a aguda, uma doença geralmente causada por vírus e que é autolimitada (dura de dez a 15 dias), e a crônica, caracterizada por sintomas que pioram pela manhã e permanecem por um longo período. Esse tipo também aumenta o risco de outras infecções respiratórias, como a pneumonia.

Os sintomas mais comuns de asma e bronquite são tosse, broncoconstrição (contração dos brônquios, estreitando a passagem de ar), chiado no peito e grande produção de muco.

A principal diferença entre elas está justamente no tempo de duração. No caso da asma, geralmente as crises surgem e desaparecem, a não ser naqueles pacientes que têm o tipo moderado ou grave. Já no caso da bronquite crônica, a tosse é contínua e produtiva, com eliminação de muco, e os sintomas se manifestam por três meses ou mais durante pelo menos dois anos consecutivos.

Além disso, a asma costuma surgir na infância e evolui em surtos, enquanto a bronquite crônica, na maioria dos casos, é causada pelo tabagismo. O cigarro também é um agravante para as duas doenças, inclusive para a bronquite na forma aguda, pois a fumaça pode causar inflamação dos brônquios, já afetados pela bronquite em si.

Existe um teste pulmonar chamado broncoprovocação, que ajuda a definir o diagnóstico de asma, mesmo que seja realizado nos períodos em que o paciente não está tendo crises.  Se você tem episódios de tosse, é muito importante prestar bastante atenção no tipo e na duração, assim você ajuda o médico a determinar o diagnóstico corretamente!





Tags: bronquite; asma; tosse; pneumonia; tabagismo



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