Somente o médico ginecologista poderá orientar sobre a decisão de tomar ou não uma pílula anticoncepcional.

Tornou-se senso comum considerar que a pílula anticoncepcional facilita a ocorrência de trombose e de outras doenças cardiovasculares (como AVC e infarto) entre as mulheres. Mas vamos com calma! Você não precisa parar de tomar a pílula imediatamente sem considerar uma série de fatores.

Primeiramente, é importante ressaltar que a ocorrência de trombose em mulheres saudáveis que tomam pílulas anticoncepcionais é baixa. A cada 10 mil mulheres, apenas dez desenvolvem a doença. Em mulheres que não tomam pílula, a ocorrência é de cinco para cada 10 mil.

O aprimoramento das pílulas no decorrer dos anos, com a redução dos níveis hormonais, contribui para a diminuição do risco. Aliás, mulheres grávidas têm risco maior de sofrer eventos trombóticos do que mulheres que usam pílula anticoncepcional – 30 a cada 10 mil mulheres sofrem do quadro durante uma gravidez.

Porém, dependendo da composição hormonal de uma pílula e de fatores de risco apresentados por cada paciente, os riscos de trombose podem ser aumentados. Condições de como obesidade, idade superior a 39 anos, histórico familiar ou pessoal de trombofilias e tabagismo estão entre os principais. E atente-se: a trombose ocorre geralmente no primeiro ano de uso, então, fique alerta quanto a sintomas como dor e inchaço nas pernas!

Ainda assim, apenas um médico ginecologista poderá orientar sobre a melhor opção de medicamento, dependendo de um exame das condições de saúde de cada paciente. Também deve ser ele o responsável por acompanhar após a prescrição e, se necessário, suspender o uso.

Repetindo: Nunca tome qualquer decisão sozinha e converse sempre com o seu médico!

Cigarro e pílula

Essa combinação, de fato, é uma das mais importantes a serem levadas em conta pelo ginecologista. O que acontece é que, dependendo da pílula utilizada, pode haver dilatação das veias e aumento da viscosidade do sangue, enquanto o cigarro favorece a formação de coágulos. O resultado pode compor um quadro muito propício para a incidência de doenças cardiovasculares, entre elas a trombose.

Mas, novamente, a prescrição de anticoncepcionais é muito personalizada. A decisão depende de uma análise minuciosa, que deverá verificar o quadro geral da paciente e a seleção do medicamento que contenha os hormônios e as quantidades mais adequadas caso a caso.

 





Tags: anticoncepcional; pílulas; ginecologista



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